Quarto da Raquel 30 Julho, 2007
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O quarto da Raquel está-se a começar a compor. Já saíram quase todos os caixotes que ainda tinham coisas para arrumar e está quase tudo pronto para que, a pouco e pouco, comecemos a habituá-la a dormir na cama dela. Os pequenos detalhes decorativos incluem as imagens do Nemo coladas no espelho, todo o mundo de brinquedos que normalmente costuma estar espalhado na sala, umas letras coloridas que a Raquel ajudou a colar na porta e gosta muito e algumas coisas trazidas no IKEA, que tem coisas bem engraçadas para os miúdos. Ainda faltam algumas coisas como os cortinados e, talvez, uma outra cama mas por agora vai ficar mesmo assim. A Raquel, pelo menos, anda bastante entusiasmada e cada vez que chega alguém cá a casa, a primeira coisa que ela faz é ir mostrar o quarto dela…
Um grande dói-dói 29 Julho, 2007
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Há dias em que a teimosia e a fita do sono falam mais alto e é justamente nesses que a tendência para a asneira é bem mais elevada. Por isso mesmo, a Raquel fez hoje um grande dói-dói no dedo e conheceu pela primeira vez a cor do seu sangue. Depois da excitação toda depois do jantar, andava completamente louca da vida por estar em casa comigo e com a mãe e, enquanto nós os dois estávamos a comer, não parou um só segundo de andar de um lado para o outro. Até que, num contínuo acto de loucura, resolveu enfiar o dedo na fechadura da porta da cozinha e cortou-se, pois aquelas cenas são em alumínio e até no meu dedo, que é quase três vezes maior que o dela, já começa a levantar a pele. Conclusão: lágrimas e berraria como se lhe estivessem a arrancar um braço e o medo de pôr um penso rápido (outra novidade). A estafa foi de tal forma que, misturada com a dose de sono com que já estava, deixaram a Raquel sentada no sofá, sossegada tal como se pode ver na foto. E sempre com o dedo espetado porque, como não o conseguía dobrar muito bem, ficou sempre assim com ele até se ir deitar. Tal como a carita lavada em lágrimas e a cara molhada de a termos refrescado um pouco. Tadinha, aquilo deve-lhe mesmo ter doído…
Saiam da frente! 28 Julho, 2007
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Ainda não tem idade para conduzir, nem sequer chega com os pés aos pedais, mas se a sentarmos ao volante de um carro, tem de explorar tudo o quanto é botão ou alavanca. E enquanto brinca, vai dizendo “brum, brum, papá”… Ainda é muito cedo para dizer, mas acho que temos uma condutora nata! A quem é que ela sairá a gostar assim tanto de automóveis e de botões e gadgets? E a melhor parte é quando a sento ao meu colo e lhe peço para me ajudar a tirar o carro da garagem, até os olhos lhe brilham de tão contente que fica em sentir o carro a andar…