Revisão dos 2 anos e meio 29 Junho, 2008
Posted by André Mendes in Médico.2 comments

Agora com dois anos e meio, a Raquel continua a crescer sem que nós demos por isso. Mas quem a vê com menos frequência fica quase sempre de boca aberta quando a vê e lá vem o discurso do “bem, ela também tem a quem sair grande”, acho que já ouvi isto umas quinhentas vezes. No Hospital não é excepção, mas pelo menos lá há os instrumentos correctos para a medir e pesar como deve ser. Resultado: a altura está já nos 98 cm e o peso anda nos 14,7 kg. Continua com um espírito incrível e é muito meiga e amiga dos pais e do resto da família e de alguns amigos com que ela engraça. As únicas alturas em que ela chateia é quando está com fome e especialmente com sono. Aí, as frases que ela mais ouve são o “tá quieta”, “não mexas aí”, “pára com isso”, mas a nossa falta de paciência é que não nos deixa ver que na maior parte das vezes é apenas a curiosidade que ela tem em descobrir como tudo funciona. Basta passar-lhe um comando para a mão (um que ainda funcione) e até os olhos dela brilham.
De resto, tá tudo ok com a Raquel e se não fosse a espécie de constipação que apanhou quando esteve no médico e que a deixou a tossir de uma forma incansável que até faz impressão, de certeza que já andava por aí a correr e a fazer disparates. Quer dizer, ela continua a andar por aí a correr e a fazer disparates, só que anda a tossir…
Os melhores vizinhos do mundo! 26 Junho, 2008
Posted by André Mendes in Opiniões.6 comments

São diversas as coisas que escolhemos numa casa, antes mesmo de a comprarmos. A vista, o número de divisões e casas de banho, se tem arrecadação e se o prédio tem elevador, os lugares na garagem ou mesmo a posição do prédio face ao nascer e ao pôr do sol. Enfim, uma lista infindável de coisas que poderão influenciar a nossa decisão. No entanto, há uma coisa que nunca poderemos escolher e só a mesmo a sorte decide se é bom ou mau: os vizinhos! Não há hipótese de escolha, nós compramos uma casa, eles compram outra e só depois é que os conhecemos. Às vezes passam-se anos sem conhecermos as pessoas que moram ao nosso lado e apenas lhes dizemos “Boa Tarde” ou “Boa Noite”. No prédio onde cresci, conhecia toda a gente de vista, mas era raro saber o nome de alguém e apenas me dava melhor com as pessoas do mesmo andar e do de cima e quando mudámos para Mafra, a outra pessoa que morava no nosso andar nunca chegou efectivamente lá a morar. Às vezes ia lá, na maior parte das vezes à noite e ouvia-se perfeitamente o que lá ia fazer, mas não morava lá. Agora, na Margem Sul, e tal como das outras vezes, também não escolhemos os vizinhos, até porque fomos os primeiros inquilinos a viver no prédio mas, para o mesmo andar que o nosso, veio viver um casal fantástico: o Quim e a Sofia! São simplesmente os melhores vizinhos que alguém poderia ter. Fizeram com que me tivesse deixado de importar de viver apenas no primeiro andar e não no último como queria, tornaram-se dois grandes amigos nossos e são pessoas puras e com quem sabe bem partilhar muita coisa. Os fins-de-semana, os serões ou mesmo a nossa filha, que também os adora e é raro o dia que não sai do elevador e tem de ir tocar à campainha deles. Há alturas em que o patamar das escadas não tem ninguém, estão abertas as duas portas de casa e a única pessoa que se vê é a Raquel que anda a correr de um lado para o outro, a transferir bonecos de um lado para o outro ou a encher o chão da escada de jogos, bancos, etc… Principalmente etc…