Festa de fim-de-ano

Estamos ainda em Maio, mas o “ano lectivo” do infantário já terminou e teve lugar a Festa de fim-de-ano nos Meninos Rabinos. A Raquel andou dias e dias a treinar alguns passos de dança e a mostrar como é que ia fazer, mas dizendo sempre que era surpresa e que não podíamos saber. Dias a fio a contar os dias que faltavam até ao dia da festa, até porque “o papá e a mamã iam lá estar os dois”. Na altura da actuação, no entanto, no grande momento, todas as crianças ficaram a olhar congeladas para a quantidade de gente que estava a olhar para elas e o tema do Panda foi apenas a música de fundo para uma data de miúdos completamente congelados. Depois desta actuação, a Raquel veio a correr para nós e quis mostrar-nos como já conseguia andar bem no escorrega, mas sinceramente, até é preferível não ver. É que aquilo ainda é alto e vê-la a andar por ali aos saltos dá um certo arrepio na espinha e deixa-nos a pensar em montes de coisas não muito agradáveis. No infantário dizem que é normal, que todos andam sem problemas e que nunca nenhum se aleijou, mas… Bem, ficam as imagens, que valem mais que mil palavras, mas não transmitem o tal arrepio na espinha. Quanto à festa, foi tudo impecável e a Raquel vinha louca da vida, mas também ficámos a saber que ela faz muito mais coisas durante o dia do que aquelas que conta em casa e a prova foi o envelope que trouxemos com todos os trabalhos feitos por ela ao longo do ano.

Já sei conduzir!

Por esta altura, a Raquel já andou em mais carros do que muita gente conhece ao longo de toda a sua vida, mas o mais curioso é que ela agora já percebe as diferenças entre muitos deles e pergunta muitas vezes “para que é que serve aquele botão” ou “o que é que é aquilo?”. Está sempre a observar todos os movimentos que eu faço, seja com as mãos ou com os pés e sempre que chegamos a casa e saímos do carro, ela quer-se sempre sentar ao volante e fazer de conta que está a conduzir. E eu. cá estarei, sempre pronto para a ensinar. Quanto for a altura certa, claro…

Quem é que está mais cansado?

O dia começa sempre com a Raquel a gritar “mamã!”. Depois, segue-se o pequeno almoço, os banhos, vestirmos-nos a nós e à Raquel, sair de casa (a maior parte das vezes em cima da hora ou mesmo depois dela), deixar a Raquel no infantário, enfrentar uma seca incrível de trânsito, comparece - r o mais cedo possível no trabalho, passar um dia quase sem pausas e com o cérebro a mil-à-hora, regressar a casa com a mesma seca de trânsito ou ainda mais, ir buscar a Raquel a casa da avó, uma vez que a carrinha do infantário já a deixou lá, trazê-la para casa, dar-lhe banho, vestir-lhe o pijama, dar-lhe jantar, brincar um pouco com ela e convencê-la que está na hora de ir para a cama dormir antes de começar todo este ciclo outra vez. Ela, por seu lado, também andou a correr e a brincar o dia todo, ao mesmo que explora tudo aquilo que pode e o que não pode fazer com os colegas, a educadora e até com a avó, pelo que também está exausta. Quando chegamos os dois a casa, passamos a fase do banho e do jantar e ficamos os dois a olhar um para o outro (tudo isto ainda antes da mãe chegar a casa) é difícil perceber qual dos dois é que está mais cansado…

Consulta dos 3 anos e meio

Um pouco fartos do amontoado de gente que tem aparecido do Hospital Cuf Descobertas, resolvemos ir bater a outra porta para a consulta (antecipada) dos três anos e meio da Raquel. Depois da operação aos ouvidos e aos adenóides, esta foi apenas mais uma consulta de rotina, mas que por ser num Hospital diferente, foi também com um médico diferente. O Hospital escolhido foi o Lusíadas, não o antigo Centro Comercial que existe em Alcântara, mas o Hospital novinho em folha que foi construído em Benfica. As críticas por parte de quem já tinha experimentado eram todas bastante positivas, o que também acontece com um dos Pediatras que trabalha nesse mesmo Hospital, um tal de Dr. Gustavo. Depois de marcada a consulta com a devida antecedência, de termos ido buscar a Raquel ao infantário e regressado a Lisboa, lá estávamos nós a explorar o tal Hospital. Primeiro ponto positivo: o parque de estacionamento é muito amplo e os acessos às zonas da consulta são fáceis. Primeiro ponto negativo: o serviço de pediatria é numa espécie de cave, a única janela existente dá para o parque de estacionamento e tanto a sala de espera como a da consulta não tem uma única janela e deixou-me quase com uma sensação de claustrofobia. Quanto ao médico, tem a vantagem de ser bastante directo e de não estar com rodeios para dizer seja o que for. A desvantagem, não lhe dá uma imagem muito agradável. Ninguém lhe nega o valor como profissional, mas quando uma pessoa entra no espírito “eu sou mesmo assim e pronto”, pouco mais há a fazer ou a dizer. Torna-se cansativo e quase toca no “mal educado”, o que não é bom para qualquer pessoa que atenda outras pessoas, quanto mais crianças e num Hospital Particular. Mas adiante, tal como já disse, ninguém lhe nega o valor como profissional e foi por isso que ficámos a saber que estava tudo ok com a Raquel em termos de medidas e peso e que a principal correcção que temos mesmo de a obrigar a fazer, é mesmo a forma como coloca as pernas quando se senta. Ao contrário do que acontecia com a médica anterior, que falou sobre isso algum tempo, mas que depois mudou o discurso para o “quando ela crescer, isso depois vai ao lugar”, a colocação das pernas é mesmo uma coisa que tem de ser corrigida desde já e as pernas “à chinês” quando ela está sentada no chão, ainda é a posição mais correcta. De resto, está tudo ok com a Raquel e apenas é preciso marcar uma consulta num Alergologista para tentar perceber porque é que a Raquel anda sempre com aquela tosse mais irritante e chega a passar noite inteiras a tossir, perdendo horas preciosas de sono. As dela e as nossas…

Separadas à nascença

A diferença de idades é grande, uma vez que a namorada do Donald já “nasceu” há muito mais tempo do que a Raquel. No entanto, uma Margarida com o bico amarrotado ao lado de uma Raquel a fazer caretas parecem mesmo duas figuras separadas à nascença. Não sei qual delas é que consegue fazer a melhor careta…

Sentido de humor

Não vê. Não ouve. Não fala. Não cheira. Se há coisa que a Raquel poderia ser é actriz. A facilidade com que interpreta papéis, com que muda de expressão ou de atitude são incríveis e a sua faceta mais cómica (quando está bem disposta) é simplesmente espectacular. Já vi diversos “so-called” cómicos com muito menos piada do que a Raquel e é muito divertido observar a facilidade com que ela apanha algumas características de certas pessoas e as consegue imitar na perfeição. Com apenas três anos e quase meio, o sentido de humor da Raquel está ao mais alto nível e sempre que a máquina fotográfica está presente, a Raquel adora posar para a foto, o que também faz as minhas delícias enquanto apaixonado por fotografia.

Brioches ou pães de leite?

Confesso que não sei muito bem do que se trata, mas consigo garantir que o sabor era muito bom, especialmente quando barrados de manteiga ou doce e acompanhados de um café com leite acabado de tirar. Não sei se foi dos dotes da mestre cozinheira, encarregada de descobrir as maravilhas da máquina de fazer pão, ou dos préstimos da sua ajudante Raquel que, com apenas três anos, já pincela gema de ovo por cima da massa com toda a categoria de um mestre pasteleiro. É a alegria total vê-la completamente empenhada em fazer tudo da forma mais correcta possível, mas o que estava mesmo bom é o resultado do que se pode ver no tabuleiro. Uma receita a repetir, por favor!

Dia da Mãe

No Domingo passado foi o dia da mãe e mais uma vez teve lugar um daqueles almoços de quinhentas pessoas em casa da Avó Rosa (mais centena, menos centena). Juntaram-se todas as mães da família, mas o melhor deste “ajuntamento” foi ter conseguido tirar esta foto com quatro gerações seguidas: A Raquel, ao colo da Mãe João, seguida da Bisavó Iva e da Avó Paula. Só faltava mesmo a minha avó Vidade que falhou o nascimento da Raquel por uns meses. O que ela se iria deliciar agora com a Raquel…

No mesmo dia, a Raquel esteve também com a prima Matilde, que ainda não acha muita piada aos movimentos mais bruscos da Raquel, mas teve direito a umas beijocas e a umas festinhas, para além de uma autorização especial para poder brincar com todos os brinquedos da Raquel que habitam em casa da Avó Rosa. Tenho a certeza que vão ser muito amigas num futuro muito próximo.

A primeira noite!

Três anos, três meses, três semanas e três dias. Parece uma espécie de profecia, mas não é (pelo menos, eu acho que não é). Foi este o tempo que tivemos de esperar para que a Raquel fosse para a cama, adormecesse sem grandes dramas, dormisse a noite toda sem tossir, espirar ou chorar por qualquer motivo e chegasse à hora de levantar ainda na cama dela. Acordou sem fita, levantou-se, ainda me veio dar uma beijoca de bom dia e chamar-me para ir tomar o pequeno almoço com ela e com a mãe, quis vestir-se na cozinha e também não fez fita para isso e quando chegou a carrinha da escola, despediu-se de mim “até logo” e perguntou apenas se era eu que a ia buscar logo, desceu as escadas com a mãe a rir-se e foi toda divertida com a Bela na carrinha do colégio. Três anos, três anos, três semanas e três dias! Coincidência? Não sei. Mas acho que hoje, o dia até nos vai correr muito melhor…

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